Dimas Gomez’s

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Sobre Marjane Satrapi e Persépolis

Bastante gente têm visitado meu post sobre Persépolis. Mas pelo jeito rapidamente desistem dele. Estou disposto a ajudar. Comentem!

Por Dimas Gomez em 14 de novembro de 2009 às 23h12

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Um David. Ou Anjo Ninguém

Um David ou Anjo Ninguém
Um David ou Anjo Ninguém. Foto: Dimas Gomez

Por Dimas Gomez em 10 de novembro de 2009 às 15h51

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Egon, my friend

Egon Weber Vicente Witte em 31-10-2009, às 11h00.
Egon Webber Vicente Witte. Foto: Dimas Gomez

Publico a foto do amigo, tosca e mal tirada, por puro capricho. Provavelmente não interessará a ninguém, talvez nem ao bonitão acima. Então me utilizo do autoritário poder sobre esta midiazinha chã. A razão são dois fins de semana pensando em publicar a desfocadinha.

Um abraço.

–PS: Talvez, mais adiante, ajunte algo à foto.

Por Dimas Gomez em 8 de novembro de 2009 às 11h57

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Por Dimas Gomez em 31 de outubro de 2009 às 02h24

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Chris Goringe’s (Poe’s) Raven


Crédito: Gustave Doré (domínio público)

Recomendo o sotaque britânico de Chris Goringe para apreciar O Corvo (The Raven) de [Edgar Allan] Poe.

O texto pode ser obtido na Wikisource e esta gravação, em especial, em Librivox.org. Vale a pena também cismar com as versões ilustradas sugeridas na Wikipédia. Por exemplo, a de Gustave Doré.

Por Dimas Gomez em 17 de outubro de 2009 às 16h58

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Com vocês, Celso Unzelte: “Porque a culpa é do Corinthians!”

Celso Unzelte em entrevista coletiva ao 1º Jô D
Celso Unzelte em entrevista ao 1º Jô D - Fac. Cásper Líbero, turma 2009 de jornalismo.
Foto: Dimas Gomez

O neto da dona Irma, morador do bairro do Ipiranga, era um menininho introspectivo que não sabia a diferença entre um lateral e um escanteio. Aprendeu sobre futebol para entrar na conversa com o manual do Zé Carioca e jornalismo nos porões da editora Abril. Trabalhou em domingos de nerdismo sem namorada e construiu uma carreira das mais respeitadas, tão próxima do futebol. Escreveu o Almanaque do Timão, entre outros, e agora dá aulas para as futuras gerações, com a casa paga e o Carrefour também.

Celso Unzelte não é escritor. Não é historiador. Não pode ser professor senão como assistente. Celso Unzelte é jornalista. Mas escreveu grandes livros, contou a história do Corinthians, para muitos, como ninguém e é considerado o melhor professor do curso de jornalismo da Cásper Líbero – pelo menos para uma grande parte de seus alunos, “talvez atrás do Luís Mauro” Sá Martino, como diz a boca pequena, apenas e somente porque este é mais rígido na correção dos trabalhos.

“Não sou escritor. Sou jornalista. E [escrevo o que] acho mais útil. Muito quem, onde, quando, porquê. Muito lead. É uma preocupação com a informação. No prefácio do Almanaque do Timão, que foi o primeiro livro que eu cometi, explico que aquele livro nasceu de duas necessidades. Uma de quando era criança e ouvia no rádio sempre assim: ‘acaba de ser escrita mais uma bela página na história do Corinthians’ e eu queria ver onde é que estava essa página, quis escrever o livro. Quando virei jornalista, perguntas óbvias ninguém me respondia, como por exemplo quantos gols fez o Rivelino. Então fui lá, contei e fiz o livro. Minha abordagem é muito em cima dos fatos, embora não seja factual, isto é, no calor dos acontecimentos. [São] as perguntas que um bom jornalista deve fazer, nos seus mínimos detalhes.”

Nesse tom descontraído, mas de gente séria que não despreza nem a memória, nem o respeito, que Celso Unzelte toca a coletiva, mais oferecida que imposta aos curiosos alunos da turma de 2009 (do primeiro ano), que vêm arrancando confissões por aí. Por exemplo, da antropóloga Sandra Goulart e do sociólogo Sérgio Amadeu. Sossegado nas respostas, gesticulante para as fotografias, com um carinho paternal nitidamente paulistano, quem sabe à italiana, vai levando as dúvidas em meio às leves provocações (qual foi a sua maior vergonha? – “meu avô dizinha que vergonha é roubar e não poder carregar”) e uma fila de gravadores digitais. “Eu sou do tempo daqueles que ficavam rodando”, afirma, jocoso, mas jamais lacônico. “Se tem uma coisa que eu não sou é lacônico”.

Enxerga, hoje, um jornalismo futebolístico melhor, esportivo até. “Os novos meios possibilitaram campos de trabalho e perfis de profissionais com maior acesso à informação. Antes, na minha época, os veículos eram muito restritos”, eram “praticamente feudos”. A abordagem agora é mais ampla, no sentido cultural, sociológico… “eu vejo a imprensa do futebol em franca evolução justamente por causa dessas mídias novas e das cabeças dos novos jornalistas”.

A modéstia foi e voltou, e ele só aceitou ser professor graças ao convite insistente do professor Carlos Roberto da Costa, que por muitos anos trabalhou com ele na Abril. Nem a didática é dele: “Minha didática é hereditária”. E a modéstia acompanha alguma culpa. Uma vida “fácil”. Teve sorte até ao entrar para a Cásper Líbero, no resultado de uma série de demissões por conta de uma greve. Ele diz que o anjo da guarda aconselha: “um dia você vai pagar por isso”. Mas fazer o quê? Eram estimados dele os que saíram. Sua vocação sempre foi a revista. Um texto pensado, bem escrito, depois da tempestade. Ressente um pouco ter sido tão pouco repórter de sapatos sujos, muita redação. Mas escrever bem, nesse caso, é mesmo uma maldição. “A mensagem escrita ativa mais”. De outro lado, “nunca gostei de entrevistar jogador suado no vestiário”.

Sua escola foi a Abril. “Aprendi muito lá pela simples razão de que eu entrei sem saber nada”. O jornalista, afirma, “alguma formação tem que ter”. “Eu tenho a idéia maluca de transformar o curso de jornalismo num curso complementar”. Contra qualquer tipo de censura: “Se você não controla a ética na política, vai controlar no jornalismo”? A favor da auto-regulação.

Sobre o Corinthians – o título desta é a explicação de todas as ausências paternas para sua filha, para quem a culpa não é do Fidel, mas da Fiel –, relembra a comemoração colossal de 1977, quando já, corinthiano como o pai, o sr. Dario, ficou ainda mais alvinegro: “23 anos em 7 segundos”. E se tem uma coisa que eu sinto falta é fazer uma Copa do Mundo, mas brinca com o sorriso escancarado que em 2014 tá garantido. Sincero, pelo bem da verdade, afirma que resta à “população rezar para que isso acelere as obras do Metrô”…

Um fragmento do 1º Jô D, durante a 'coletiva'.
Um fragmento do 1º Jô D, durante a ‘coletiva’.
Foto: Dimas Gomez

Por Dimas Gomez em 20 de junho de 2009 às 00h23

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Independência & Liberdade

 

Pouco importa que os primeiros passos pareçam pequenos. Aquilo que se faz bem feito se faz para sempre.

 

(Thoreau,D.H: civil disobedience and other essays. New York.Dover Publications, Inc. 1993, p.09. citado em Pensata Animal)

Sinopse:
Curto trabalho de cunho acadêmico sobre Joaquim Gonçalves Ledo e Januário da Cunha no processo de Independência do Brasil, focado em 1821 a 1823, produzido para o Curso de Jornalismo da Faculdade Cásper Líbero sob a orientação do prof. dr. Carlos Roberto da Costa. Neste link está o paper e aqui a apresentação em slides. Fornecerei logo mais o áudio da apresentação em sala. Deixe um comentário, por favor. 

 

Aos meus,

Este trabalho foi fruto de uma labuta rara, talvez a primeira, dentro de um tópico tão específico. Foi pra valer.

A epígrafe tirei deste artigo de Leon Dennis, professor pioneiro em ensinar ética animal (vegana) nas escolas estaduais. Me deu ânimo pra levar adiante o meu próprio modo rigoroso de fazer as coisas.

Gonçalves Ledo e Januário da Cunha Barbosa tiveram papel central na Independência, ao lado, ou melhor, do outro lado do jogo político de José Bonifácio, Patriarca

Publico aqui, afinal é meu personal broadcast, meu querido trabalhinho de História da Comunicação. É humilde, mas fui bastante rigoroso, então serve talvez a outros exploradores que vierem a seguir.

Ainda não compreendo as boundaries entre os métodos jornalístico e científico, então não vou classificar. 

Comentários serão muitíssimo bem recebidos. Aos mais interessados, o paper e a apresentação, claro, são apenas a ponta do iceberg da minha humilíssima pesquisa.

Um abraço,
Dimas Gomez.

Porque é preciso saber.

maio / 5º evento 2009
maio.jpg 

http://www.gedasp.org/downloads/maio.jpg

GEDA-SP – Grupo de Estudos de Direitos Animais

Quando: um sábado por mês, das 15 às 18 horas.

Local: Rua Heitor Bariani, nº 291, próximo ao metrô Tatuapé. 

Como chegar de metrô: Saia pelo Boulevard Tatuapé. Numa linha reta, entre e siga pela Rua Alm. Calheiros, atravesse a Celso Garcia e continue em frente (a rua mudará de nome para R. Heitor Bariani) até o número 291.

Contatos: Dimas Gomez (11 9117 3704) & Maurício Kanno (11 9564 4568)

Se possível, traga algum vegano quitute ou lanche.

Nossas reuniões são públicas. A sua presença é a razão do nosso trabalho. Com três horas de duração, as reuniões têm geralmente duas partes, separadas por um intervalo com quitutes trazidos por todos. Cada exposição pode ter: a) uma hora e meia de exposição; b) apenas uma hora. Neste caso, sobrará uma hora adicional para dúvidas e discussão no final. Essa delimitação será comunicada na abertura. 

MAIO (16-05-2009)

Mediação: Hugo Chusyd.

Ambos os palestrantes dominam seus assuntos, estão mais do que aptos a nos oferecer uma experiência única nesses dois grandes gigantes com quem convivemos diariamente: a Mídia e o Capital.

A Mídia

com Silvana Andrade.

Jornalista de vasta experiência, Silvana Andrade convida os presentes a entender melhor a Mídia, como devemos nos relacionar com ela e sua importância num formato dinâmico, que é a proposta deste semestre.

Os sistemas político-econômicos

com Leonel Carvalho.

Leonel Carvalho dará um esboço das suas elaborações sobre como os sistemas político-econômicos se relacionam à realidade da exploração animal.

 

Por Dimas Gomez em 11 de maio de 2009 às 01h25

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Carta de Princípios Vegana*

Mão

Foto e ilustração (abaixo): Dimas Gomez.

 

por Cláudio Godoy.

O veganismo é a aplicação prática do princípio de que nenhum indivíduo senciente, ou seja, capaz de ter sensações, deve ser tratado como objeto. Todos os seres humanos têm interesse na continuidade de sua vida, na sua integridade física, na sua liberdade e em não serem tratados como recursos alheios, e é justamente por esta razão que todos são titulares de direitos básicos em igual medida, independentemente de sua capacidade cognitiva, do seu domínio da linguagem simbólica e de sua compreensão do que seja um direito. Como todos os outros animais sencientes possuem exatamente estes mesmos interesses, não existe nenhum critério moralmente relevante para não estender a eles estes mesmos direitos básicos e para continuar a tratá-los como meros recursos à nossa disposição. Em se tratando de interesses básicos, não podemos discriminar um indivíduo com base em características biológicas irrelevantes para defendermos privilégios inaceitáveis. Este tipo de discriminação é chamado de especismo, e funciona exatamente nos mesmos moldes que o sexismo e o racismo.

Como a nossa sociedade é inteiramente especista, o uso de animais não-humanos como recursos é generalizado. Existem produtos de origem animal na composição do asfalto e de pneus e praticamente todas as substâncias que utilizamos foram testadas em animais. Isso não significa que não podemos fazer nada para romper com o atual paradigma de que os outros animais estão na Terra única e exclusivamente para satisfazer aos interesses humanos. Temos o dever de no mínimo deixar de consumir qualquer produto que poderia ser produzido sem a exploração ou a matança deliberada de qualquer animal com o intuito de usá-lo como recurso, como é o caso das carnes, dos ovos, dos laticínios, do mel, da seda, dos couros, das peles e das plumas. Também não devemos patrocinar rodeios, touradas, brigas de galo, zoológicos e circos, que exploram animais. E sempre devemos preferir empresas que deixaram de testar seus produtos em animais. À medida que um número cada vez maior de pessoas adotar o veganismo, diminuirá a quantidade de restos de abatedouros disponível para se fabricar mil e uma substâncias e as empresas rapidamente encontrarão substitutos éticos para estes insumos. E aumentará a pressão para que cesse todos os tipos de experimentação animal, antiéticos pelos mesmos motivos que os testes em seres humanos sem o devido consentimento.

Do ponto de vista da nossa saúde, não é só inteiramente possível como até mesmo desejável a adoção de uma dieta que não inclua nenhum produto de origem animal em todas as fases da vida, como atesta o parecer da Associação Dietética Americana de 2003. De acordo com este parecer, todos os profissionais de saúde têm o dever de estimular e orientar aqueles que desejam adotar este tipo de alimentação e não podem mais dissuadí-los.

Além disso, a pecuária é uma das formas mais ineficientes de se produzir alimentos, além de ser responsável por um impacto ambiental devastador. De acordo com o relatório de 2006 da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) convenientemente intitulado de “A Grande Sombra da Pecuária”, a pecuária é responsável por 18% da emissão de gases estufa, maior do que a causada pelos automóveis, e um terço da terra arável do planeta é destinado à produção de alimentos para a criação de animais, que poderiam ser consumidos diretamente por um número bem maior de pessoas.

O ser humano está constantemente evoluindo em termos morais e o respeito a todos aqueles que, embora não sejam membros da nossa espécie, são igualmente capazes de sofrer e de sentir prazer e que prezam pela sua própria vida e liberdade, nada mais é do que a extensão natural de nossos horizontes morais e a aplicação na prática de princípios que já adotamos. Houve épocas no passado em que era socialmente aceitável afirmar que as mulheres existiam para servir os homens e os negros existiam para servir os brancos. No futuro, estamos otimistas de que a afirmação de que os animais não-humanos só existem para servir aos seres humanos soará igualmente ultrajante.

Cláudio Godoy é tradutor, ativista e advogado. Vegano desde 2004, formado pela Faculdade do Largo São Francisco da Universidade de São Paulo (USP). Membro fundador do GEDA (Grupo de Estudos de Direitos Animais). Faz parte do VEDDAS (Vegetarianismo Ético, Direitos Animais e Sociedade) desde 2007. Está na vanguarda do pensamento abolicionista. Atua diretamente nas reuniões mensais do GEDA e no projeto Mesa Itinerante do VEDDAS. Na área ambiental, traduziu livros como “De Estocolmo a Joanesburgo: uma retrospectiva histórica da preocupação da Santa Sé com o meio ambiente” e “Desenvolvimento Sustentável: uma introdução ao debate ecológico”. [fonte]

Alguns links de Cláudio Godoy:

*N. do Blogueiro: esta carta foi inicialmente escrita a meu pedido para o projeto Seja Vegano, que atualmente mofa em penumbras sepulcrais. Então republico aqui para aproveitar melhor um texto tão querido do meu igualmente querido amigo Cláudio Godoy, membro do GEDA e do VEDDAS.

O notebook novo

Mas pra quê esse notebook, filho?

Posso levar pra escola!

Mamãe ficou horrorizada.

Por Dimas Gomez em 9 de abril de 2009 às 14h15

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Agradecimentos pelo tema "The Journalist" ao designer Lucian E. Marin produzido para o WordPress.