Pequeno Príncipe e o Elefante Fabricado

Fonte da Imagem: Facebook de Gilberto da Silva Francisco
A vida muda toda vez
que algo me acorda
que eu me recordo
que o elefante, mesmo que fabricado,
sempre cabe numa jibóia.
–
Copyleft: “Leva embora”
, como diz o @samadeu
Sobre Marjane Satrapi e Persépolis
Bastante gente têm visitado meu post sobre Persépolis. Mas pelo jeito rapidamente desistem dele. Estou disposto a ajudar. Comentem!
Um David. Ou Anjo Ninguém
Egon, my friend
Publico a foto do amigo, tosca e mal tirada, por puro capricho. Provavelmente não interessará a ninguém, talvez nem ao bonitão acima. Então me utilizo do autoritário poder sobre esta midiazinha chã. A razão são dois fins de semana pensando em publicar a desfocadinha.
Um abraço.
–PS: Talvez, mais adiante, ajunte algo à foto.
Chris Goringe’s (Poe’s) Raven
Recomendo o sotaque britânico de Chris Goringe para apreciar O Corvo (The Raven) de [Edgar Allan] Poe.
O texto pode ser obtido na Wikisource e esta gravação, em especial, em Librivox.org. Vale a pena também cismar com as versões ilustradas sugeridas na Wikipédia. Por exemplo, a de Gustave Doré.
Bem-te-vi
Nesses tempos de fim, assomam de repente – me dá uma dor no peito, na cabeça, na memória.
Dói na têmpora direita, ele comprime, a cara transtorna. Estrelas.
Esfrego todo, o cabelo, a orelha, caretas nipodemoníacas. Claro e nebuloso que a dor não passa. Passarim passará.
Voou. Voou. Pra nunca mais voltá. Que volte não, eu num quero, nunca-jamais. Passarim fora do nim é di vuá. Gaiola não sou. Nunca que sou. A flor abril. A dor de meu bem é certa, mas há di passá. Passarim passará.
Com vocês, Celso Unzelte: “Porque a culpa é do Corinthians!”

Celso Unzelte em entrevista ao 1º Jô D - Fac. Cásper Líbero, turma 2009 de jornalismo.
Foto: Dimas Gomez
O neto da dona Irma, morador do bairro do Ipiranga, era um menininho introspectivo que não sabia a diferença entre um lateral e um escanteio. Aprendeu sobre futebol para entrar na conversa com o manual do Zé Carioca e jornalismo nos porões da editora Abril. Trabalhou em domingos de nerdismo sem namorada e construiu uma carreira das mais respeitadas, tão próxima do futebol. Escreveu o Almanaque do Timão, entre outros, e agora dá aulas para as futuras gerações, com a casa paga e o Carrefour também.
Celso Unzelte não é escritor. Não é historiador. Não pode ser professor senão como assistente. Celso Unzelte é jornalista. Mas escreveu grandes livros, contou a história do Corinthians, para muitos, como ninguém e é considerado o melhor professor do curso de jornalismo da Cásper Líbero – pelo menos para uma grande parte de seus alunos, “talvez atrás do Luís Mauro” Sá Martino, como diz a boca pequena, apenas e somente porque este é mais rígido na correção dos trabalhos.
“Não sou escritor. Sou jornalista. E [escrevo o que] acho mais útil. Muito quem, onde, quando, porquê. Muito lead. É uma preocupação com a informação. No prefácio do Almanaque do Timão, que foi o primeiro livro que eu cometi, explico que aquele livro nasceu de duas necessidades. Uma de quando era criança e ouvia no rádio sempre assim: ‘acaba de ser escrita mais uma bela página na história do Corinthians’ e eu queria ver onde é que estava essa página, quis escrever o livro. Quando virei jornalista, perguntas óbvias ninguém me respondia, como por exemplo quantos gols fez o Rivelino. Então fui lá, contei e fiz o livro. Minha abordagem é muito em cima dos fatos, embora não seja factual, isto é, no calor dos acontecimentos. [São] as perguntas que um bom jornalista deve fazer, nos seus mínimos detalhes.”
Nesse tom descontraído, mas de gente séria que não despreza nem a memória, nem o respeito, que Celso Unzelte toca a coletiva, mais oferecida que imposta aos curiosos alunos da turma de 2009 (do primeiro ano), que vêm arrancando confissões por aí. Por exemplo, da antropóloga Sandra Goulart e do sociólogo Sérgio Amadeu. Sossegado nas respostas, gesticulante para as fotografias, com um carinho paternal nitidamente paulistano, quem sabe à italiana, vai levando as dúvidas em meio às leves provocações (qual foi a sua maior vergonha? – “meu avô dizinha que vergonha é roubar e não poder carregar”) e uma fila de gravadores digitais. “Eu sou do tempo daqueles que ficavam rodando”, afirma, jocoso, mas jamais lacônico. “Se tem uma coisa que eu não sou é lacônico”.
Enxerga, hoje, um jornalismo futebolístico melhor, esportivo até. “Os novos meios possibilitaram campos de trabalho e perfis de profissionais com maior acesso à informação. Antes, na minha época, os veículos eram muito restritos”, eram “praticamente feudos”. A abordagem agora é mais ampla, no sentido cultural, sociológico… “eu vejo a imprensa do futebol em franca evolução justamente por causa dessas mídias novas e das cabeças dos novos jornalistas”.
A modéstia foi e voltou, e ele só aceitou ser professor graças ao convite insistente do professor Carlos Roberto da Costa, que por muitos anos trabalhou com ele na Abril. Nem a didática é dele: “Minha didática é hereditária”. E a modéstia acompanha alguma culpa. Uma vida “fácil”. Teve sorte até ao entrar para a Cásper Líbero, no resultado de uma série de demissões por conta de uma greve. Ele diz que o anjo da guarda aconselha: “um dia você vai pagar por isso”. Mas fazer o quê? Eram estimados dele os que saíram. Sua vocação sempre foi a revista. Um texto pensado, bem escrito, depois da tempestade. Ressente um pouco ter sido tão pouco repórter de sapatos sujos, muita redação. Mas escrever bem, nesse caso, é mesmo uma maldição. “A mensagem escrita ativa mais”. De outro lado, “nunca gostei de entrevistar jogador suado no vestiário”.
Sua escola foi a Abril. “Aprendi muito lá pela simples razão de que eu entrei sem saber nada”. O jornalista, afirma, “alguma formação tem que ter”. “Eu tenho a idéia maluca de transformar o curso de jornalismo num curso complementar”. Contra qualquer tipo de censura: “Se você não controla a ética na política, vai controlar no jornalismo”? A favor da auto-regulação.
Sobre o Corinthians – o título desta é a explicação de todas as ausências paternas para sua filha, para quem a culpa não é do Fidel, mas da Fiel –, relembra a comemoração colossal de 1977, quando já, corinthiano como o pai, o sr. Dario, ficou ainda mais alvinegro: “23 anos em 7 segundos”. E se tem uma coisa que eu sinto falta é fazer uma Copa do Mundo, mas brinca com o sorriso escancarado que em 2014 tá garantido. Sincero, pelo bem da verdade, afirma que resta à “população rezar para que isso acelere as obras do Metrô”…
Independência & Liberdade
Pouco importa que os primeiros passos pareçam pequenos. Aquilo que se faz bem feito se faz para sempre.
(Thoreau,D.H: civil disobedience and other essays. New York.Dover Publications, Inc. 1993, p.09. citado em Pensata Animal)
Aos meus,
Este trabalho foi fruto de uma labuta rara, talvez a primeira, dentro de um tópico tão específico. Foi pra valer.
A epígrafe tirei deste artigo de Leon Dennis, professor pioneiro em ensinar ética animal (vegana) nas escolas estaduais. Me deu ânimo pra levar adiante o meu próprio modo rigoroso de fazer as coisas.
Gonçalves Ledo e Januário da Cunha Barbosa tiveram papel central na Independência, ao lado, ou melhor, do outro lado do jogo político de José Bonifácio, o Patriarca.
Publico aqui, afinal é meu personal broadcast, meu querido trabalhinho de História da Comunicação. É humilde, mas fui bastante rigoroso, então serve talvez a outros exploradores que vierem a seguir.
Ainda não compreendo as boundaries entre os métodos jornalístico e científico, então não vou classificar.
Comentários serão muitíssimo bem recebidos. Aos mais interessados, o paper e a apresentação, claro, são apenas a ponta do iceberg da minha humilíssima pesquisa.
Um abraço,
Dimas Gomez.
Porque é preciso saber.
GEDA-SP – Grupo de Estudos de Direitos Animais
Quando: um sábado por mês, das 15 às 18 horas.
Local: Rua Heitor Bariani, nº 291, próximo ao metrô Tatuapé.
Como chegar de metrô: Saia pelo Boulevard Tatuapé. Numa linha reta, entre e siga pela Rua Alm. Calheiros, atravesse a Celso Garcia e continue em frente (a rua mudará de nome para R. Heitor Bariani) até o número 291.
Contatos: Dimas Gomez (11 9117 3704) & Maurício Kanno (11 9564 4568)
Se possível, traga algum vegano quitute ou lanche.
Nossas reuniões são públicas. A sua presença é a razão do nosso trabalho. Com três horas de duração, as reuniões têm geralmente duas partes, separadas por um intervalo com quitutes trazidos por todos. Cada exposição pode ter: a) uma hora e meia de exposição; b) apenas uma hora. Neste caso, sobrará uma hora adicional para dúvidas e discussão no final. Essa delimitação será comunicada na abertura.
MAIO (16-05-2009)
Mediação: Hugo Chusyd.
Ambos os palestrantes dominam seus assuntos, estão mais do que aptos a nos oferecer uma experiência única nesses dois grandes gigantes com quem convivemos diariamente: a Mídia e o Capital.
A Mídia
com Silvana Andrade.
Jornalista de vasta experiência, Silvana Andrade convida os presentes a entender melhor a Mídia, como devemos nos relacionar com ela e sua importância num formato dinâmico, que é a proposta deste semestre.
Os sistemas político-econômicos
com Leonel Carvalho.
Leonel Carvalho dará um esboço das suas elaborações sobre como os sistemas político-econômicos se relacionam à realidade da exploração animal.




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