Dimas Gomez’s

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Obra Prima ou Tristeza da Saudade

O tempo passou,
A estrada árdua que eu escolhi ficou vazia.
Alguns amigos ainda me visitam,
céleres pelas vielas fáceis e estradas corredias.

Foi burrice?
Talvez, porque de nada vale uma estrada azeda e fria,
ou quente ausente;
dá na mesma.

Talvez todos os meus amigos e inimigos estejam
tão sozinhos quanto eu.
Pelo menos se enganam,
ou engano meu?

De fato, o fogo fátuo das filosofias
no meu peito se perdeu:
Não tem mais chama!

A baboseira toda enferrujou o altar de ferro
e a lama, cobriu a jade, o rubi e a esmeralda,
e o peregrino se fodeu.

Sobrou lá umas idéias, outras, diferentes.
De como ser diferente, deveras, entre os iguais,
de qualquer tipo, raça, idéia, quais,
não vale a pena dizer que de tudo o que se tira,
ficou a dor do século das luzes ser nos umbrais.

E da certeza de que se vida é duração
- uma vela acesa -;
é no calor da queima,
prolongada e segura,
que fica o trabalho, que faz da vida,

- o tempo não pára,
não retrocede,
A memória é certa, como a morte -

que faz da vida,

uma obra prima.

Por Dimas Gomez em 4 de fevereiro de 2009 às 21h33

com 2 comentários

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2 Responses to 'Obra Prima ou Tristeza da Saudade'

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  1. gostei ;)
    bem íntimo,
    mas é bom.

    Bruna Moliga

    4 fev 09 at 21:39

  2. =)

    Dimas Gomez

    4 fev 09 at 21:46

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