Obra Prima ou Tristeza da Saudade
O tempo passou,
A estrada árdua que eu escolhi ficou vazia.
Alguns amigos ainda me visitam,
céleres pelas vielas fáceis e estradas corredias.
Foi burrice?
Talvez, porque de nada vale uma estrada azeda e fria,
ou quente ausente;
dá na mesma.
Talvez todos os meus amigos e inimigos estejam
tão sozinhos quanto eu.
Pelo menos se enganam,
ou engano meu?
De fato, o fogo fátuo das filosofias
no meu peito se perdeu:
Não tem mais chama!
A baboseira toda enferrujou o altar de ferro
e a lama, cobriu a jade, o rubi e a esmeralda,
e o peregrino se fodeu.
Sobrou lá umas idéias, outras, diferentes.
De como ser diferente, deveras, entre os iguais,
de qualquer tipo, raça, idéia, quais,
não vale a pena dizer que de tudo o que se tira,
ficou a dor do século das luzes ser nos umbrais.
E da certeza de que se vida é duração
- uma vela acesa -;
é no calor da queima,
prolongada e segura,
que fica o trabalho, que faz da vida,
- o tempo não pára,
não retrocede,
A memória é certa, como a morte -
que faz da vida,
uma obra prima.
gostei
bem íntimo,
mas é bom.
Bruna Moliga
4 fev 09 at 21:39
=)
Dimas Gomez
4 fev 09 at 21:46