Dimas Gomez’s

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Archive for the ‘Crônicas’ Category

Mendigo Bêbado Fodido

Amarguei uma hora ontem, com um mendigo no chão, na Rua Martins Fontes (entre o Bar Estadão e onde ficava o Diário Popular), no frio, no meio dos abutres.

O SAMU não vinha.

O cara é morador de rua, bebaço.

Um branquelo azedo bateu nele de dentro do carro, na Martins Fontes, e foi embora.

Caiu no meio da rua, imóvel e desacordado.

Sangrando horrores.

Arrastaram pra calçada.

Liguei pro SAMU.

Confirme telefone. Morador de rua. Bêbado. Vítima de violência. Batida na cabeça. Consciente.

Chamada de emergência. 54 chamadas de prioridade máxima na madrugada.

Falei com a polícia civil. Deu uma olhadinha e foi embora.

Falei com a PM. Esse cara sempre dá problema. “Você é médico por acaso? É da saúde, pra saber que é caso de SAMU?” O pior é que eu trabalho na Saúde, seu PM do caralho.

O mendigo levantou e me pediu um real. Neguei mesmo. Pra chegar em casa, dei 10 pro taxista.

— My name is Wilson. I am australian. I need two reals.

— Actually… are you a teacher two?

If I get these two scumbags, I’ll kick their asses.

Ninguém roubou o chinelo dele. Ninguém levou o radinho dele, nem o fone. Nem ele, nem o sangue, nem a garrafa de vinho. Minto, a garrafa de vinho sumiu. E sobrou a de água, com três dedos no fundo.

O gato que gostava de azeitonas

Por Dimas Gomez.

Mel fugiu da câmera.

Doc Comparato sugere exercitar a criatividade escrevendo story lines do nada. Com o teclado nos dedos, lembrei de uma vez em que derramei conserva de azeitona no chão, e não pude evitar umas boas lambidas do bichano residente. Azeitonas! Tracei então algumas linhas: um gato que assaltava uma azeitona do pote de conservas, na geladeira, todas as noites. Até que um dia a dona da casa desse o flagra ou pelo pote vazio. Você provavelmente imaginou a cena sem dificuldade, mas gravar é que são elas. Além disso, não come propriamente a azeitona. Gosta é de lamber:

Um gato que gosta de azeitonas, na sua desesperada todavia cautelosa e furtiva tentativa de pescar uma azeitona no pote, o derruba no chão. Delicadamente desce da mesa e lambe o caldo derramado. Morde uma azeitona e vai saindo. Chega o menino e vê perplexo que a sujeira está feita: Seu gato idiota! A mãe entra, se vira e faz aquela cara. Coloca a mão na cintura e diz: Tsc, tsc, tsc, tsc, tsc…

Mas recebi duras críticas. Ninguém disse o quanto era clichê, ou brega, ou “comercial de margarina”. Apenas que era politicamente incorreto chamar o gato de idiota. Expliquei que é coisa do menino, que é o meu inconsciente, que é instintivo, etc, etc, etc. Em vão. Estou subliminarmente induzindo a opinião alheia a pensar que gatos são idiotas…

De qualquer modo, a cena, como é de se esperar, só ganhou com a discussão:

Um gato que gosta de azeitonas, na sua desesperada todavia cautelosa e furtiva tentativa de pescar uma azeitona no pote, o derruba no chão. Delicadamente desce da mesa e lambe o caldo derramado, morde uma azeitona e vai saindo. Chega o menino, vê perplexo que a sujeira está feita e diz: veja bem, eu sou vegano, não sou especista, então, e por isso mesmo, reclamo da sua conduta inadequada. Afinal, minha mãe vai logo mais reprovar a sujeira pensando que fui eu o culpado. Vou fazer cara de santo, mas ela não vai me dar o menor crédito. Então agradeceria imensamente se você pudesse esperar neste recinto até que a minha mamã peixetariana descubra o estrago e lhe dê vassouradas. Só me perdoe se eu não puder evitar a violência, porque aqui em casa quem manda são os onívoros. Me desculpe.

Mas o gato já estava longe quando o menino terminou. A peixetariana ralhou com o filho, inclusive agora por falar sozinho. Mas, felizmente, dessa maneira, safei-me juntamente com o gatuno – o esperto aqui – porque ninguém vai poder ralhar comigo (eu acho).

Por Dimas Gomez em 21 de setembro de 2008 às 19h50

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A lesminha Speedy

Por Dimas Gomez.

Speedy é o nome de uma lesminha muito antenada e muito falada, que anda lerdamente por aí. Outro dia, a Telefonica, uma empresa sem acento no e (e sem vergonha na cara), deu folga pro Speedy. Não avisou ninguém, deu sumiço e nem pediu desculpas. Ficou assim mesmo, fora do ar, por assim dizer. E o Speedy odeia atender telefone. Então a gente espera horas pra conseguir falar com a danada.

Mas não é a primeira encrenca que o Speedy apronta. Eu gosto sempre de lembrar que a lesminha já me deu muuuuita dor de cabeça. Não só a mim, é claro. Gosmento de claro. No link abaixo, narro a encrenca de 2004, o prazer que foi conhecê-la.

Telefonica não liga para seus clientes

Por Dimas Gomez em 7 de julho de 2008 às 21h25

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uma reflexão informática

Por Dimas Gomez.

Eu realmente gosto deste programa. Talvez seja isso toda a tristeza e felicidade do mundo. Gostar de um software. Word. Em especial, o 2007. Não me tome por um tolo, apaixonado por coisas tolas. Sou um fã do Linux, já vivi de Ubuntu, livre da Matrix Microsoft. Mas um dia, instalei o Office 2007. Por uma dessas casualidades da vida. Qual? Estava eu cansado de não poder assistir os vídeos do Youtube, na ausência do plugin necessário (ou deficiência minha) – lembro bem ter noticiado a ausência do player para Linux/Firefox. E desse modo criei um Dual Boot, coloquei um XP para rodar e me deparei com este Word 2007, no qual hoje, totalmente imerso novamente na Microsoftrix, digito estas linhas absurdas. E foi assim. Pode até ser raro abrí-lo, mas é impossível, depois de aberto, deixar de escrever. Como aquele salgadinho, do qual se diz ser impossível comer um só.

Por Dimas Gomez em 21 de abril de 2008 às 17h16

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Biografia Duma Navalha

Por Dimas Gomez.

Um menino enfiou agulha na bunda do barbeiro, que rasgou o pescoço do cliente num grito de agonia traseira. O tal sumiu como um diabinho, que propositadamente obrasse a morte do homem engravatal. Este sorria no momento da desgraça inimaginável. O sorriso desceu vermelho para o pescoço e a boca se abriu num horror pela metade. Da outra metade só o Céu sabe – porque é pra lá que os sentimentos puros vão, mesmo os terríveis. A alma do homem e a outra metade do horror ficaram na navalha, que passou de barbeiro em barbeiro sem fazer barba direito (a alma do dandy não sabia fazer, apenas mandar), desgraçando todos os barbeiros pelos quais passava. A lâmina foi trocada diversas vezes, mas não se saciava; antes, ressentia. A alma do engravatado tomara gosto pelo sangue e, duras como a alma daquele pobre diabo, vivia a rasgar sorrisos com elas. Cada um desses profissionais – entre os quais Machado encontrou um homem sincero, finalmente apagando a lanterna de Diógenes –, enxergavam a maldição no salão de barbearia e lá mesmo largavam a navalha perniciosa, até que um desses profissionais, assustado, a atirou pela janela (defenestrou, se preferir).

Um malandro, que a encontrou desamparada no meio da rua, na vida rasgada que levava logo lhe deu serventia e percebeu a vocação da danadinha, que parecia viva! Tinha alma e princípios! Exceto com os medrosos e desesperados: esses ela rasgava sem piedade. Ela só poupava os valentes. Dava o susto e já valia. Valente que é valente sabe a hora de dar no pé. Então serviu bem por muito tempo, até que um dia a sorte trocou as navalhas e o malandro foi se barbear com a sua diaba. O espanto que o estrago provocado no pescoço do dono foi tanto, que superou o horror e libertou a alma do granfino. Brasileiramente apertaram-se as mãos (do jeito que podiam duas almas degoladas), se abraçaram e cada qual foi para seu lugar no outro mundo. Ouvi dizer que um foi parar num escritório eterno e outro numa prainha molíssima…

Por Dimas Gomez em 21 de fevereiro de 2008 às 12h24

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Muchedumbre colorada

Por Dimas Gomez.

Fomos encontrar uma terceira companhia. Erramos a estação como quem erra o sangue de veia, juntos como poucas vezes. Naquele instante, parei de ver o mundo. Monocromática, preta de pregas a saia e branca de pretos traços a camiseta, coloria-se levemente com uma fina blusinha branca de listas rojas y negras. Coisa de menininha. Sapatinho de boneca preto, enfeitada de meia arco-íris. Cabelos de psicodélico cobre. Desencontramos. Fomos para a estação Paraíso. Maltrapilho por dentro, bem arrumado por fora. Abarrotada, descemos a cumprir no pé. Dia de sol desagradável. Na saída, surpreendidos por morteiro que podia machucar um: algum idiota que não aceitava o arco-íris irradiante do dia que ela e a multidão viviam.

Em meio às monstruosidades daquela tarde exageradamente clara, redescobri como atingir a Paulista. Seguimos pela Avenida tomada de seres fantasmais, espectros insolentes do submundo, que emergiam para tomar o Mundo-do-sol como num apoteótico e carnavalesco dia das Bruxas. Ensurdecidos, íamos por entre os carros alegóricos que torciam a realidade de concreto e me faziam odiar a liberdade da infâmia. Fluíamos no coração econômico da América Latina, de trio elétrico em trio elétrico, transformando-o no visor de um rádio antigo, e no próprio rádio. Ela, ponteiro a passar as estações; depois, bailarina de caixa de música. Eu, melancolia. Com a sainha nos joelhos e o sorriso nos lábios, aqueles olhos enverdecidos me fitavam parado e aborrecido com uma Coca-cola na mão. Em meio à turbamulta, muchedumbre de grotescos gestos, sentia o peito comprimir ante à força das caixas monumentais.

Atravessamos a Paulista. Cansados sentamos. Ela brincava com uma camisinha feita bexiga (jamais confessarei quem encheu) na qual irritava esbarrar. No bolso, ingressos da Educação Sentimental do Vampiro. Dalton Trevisan para as tortuosas e perturbadoras horas futuras. Começaram a se movimentar os carros. Seguimos o alegórico-estação-de-rádio escolhido. Descemos a Consolação aos poucos. Tudo girava, contorcia, efeminava e desroupava sem sentido ao meu redor. Inferno, beirava e se atirava ao ridículo. Quieto, movendo o necessário para acompanhar minha dançarina, pensava em quanto aquele espetáculo não era gay. Procurava inutilmente na multidão o refinamento, a elegância e o estilo. Só encontrava o estereótipo, a zorra e a educação — esbarrões aos montes, nenhuma briga — festa de ogros e Feras. Minoria arrasadora, converti-me em sexo estranho, coisa grotesca, heterossexual.

Ela beijara demoradamente uma menina. Recusei veementemente o rapaz. Cumprido o papel de cordeiro sacrificial, coroar a noite com o Vampiro. Surpreendentemente, o teor da peça era ainda pior. Se algo havia de ridículo — e Trevisan, na pele de tão talentosos atores, sabia tornar ridículo o terrível —, havia ainda mais de perturbador. Dario insepulto e a vela sob a chuva fina, a menina estuprada, a puta banguela, a mulher que mata o marido violento. A voz angustiada da atora (sic) sulista. Perturbado, levei minha dançarina até em casa. Preferi esperar intermináveis horas no escuro terrífico daquela noite assustadora o ônibus no ponto vazio — estiquei o braço.

A Zona Organizada ou São Paulo Vermelha ou As Paradinha ou A Barba Indignada

Por Dimas Gomez.

Ocorre hoje na Universidade de São Paulo (USP), uma paralização a fim de demonstrar o potencial da grande greve prevista para a semana que vem, que conta com o apoio de professores, funcionários e… alunos.

Como sempre, faculdades gloriosas da USP, como a FEA (Faculdade de Economia e Administração) e a “SanFran” (Faculdade de Direito São Francisco) não movem uma palha, não tomam partido e continuam funcionando. É verdade que o Fórum da Esquerda (“partido” atualmente no “poder” do Centro Acadêmico da “SanFran”) está bulinando com o status quo da faculdade, mas depois de terem me negado o acesso ao seu fórum de discussões do Yahoo, por não ser aluno de lá, mero aluninho da FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas), “letras, ainda por cima!”, concluo que não é fórum coisa nenhuma. Esquerda, só se for pra estacionar o carro novo que ganhou do papai.

Um amigo olhos-de-águia, quando perguntado sobre a efervescência fefelechiana nas questões políticas –o que pode ser claramente observado–, disse-me que os sindicalistas são profissionais do oportunismo. E que os estudantes, querendo sempre dar a última palavra, falar mais alto, fazer a afirmação mais forte, embarcam na conversa, tomam pra si as bandeiras. Pura massa de manobra. Opinião nenhuma. Por isso, espero que ter alguma opinião pague por este imaturo ímpeto.

E não são fatos isolados! Isso: acreditem-me louco, paranóico. Em São Paulo, todos resolveram protestar pra ver quem protesta mais. Querem instaurar a zona organizada! Claro, com o 1º de maio por perto. Os professores da rede estadual de ensino e de ensino superior –houve um dia de paralização da USP semanas antes do Dia do Trabalho–, os metroviários, os motoristas de ônibus… ocorreu até um motim na aeronáutica! Como sempre, um bando de estudantes atrás! Por favor, estudante, se não tem opinião, compre uma! Basta assinar TV a cabo. A baixo custo um monte delas, todas importadas!

É verdade que soltam algumas reclamações contra o molusco, mas são raras, imperceptíveis. Por falar no calamares, uma reflexão interessante é que se costumamos trocar os pés pelas mãos, um tal de Lula, tão habilidoso, só podia ter os pés na cabeça (classe Cephalopoda).

Mas para que não tachem de cego, gostaria de inquirir ao leitor sabido porque Suely Vilela (PSDB) simplesmente deixou a bomba da invasão da reitoria da USP (Butantã) cair no colo do pobre fraco, coitado do vice-reitor, nos fazendo acreditar que aquela que vai dar cotas a todos os necessitados –eu, inclusive– estava em França. Agora, de portas escancaradas –destruídas!–, a reitora quer a saída imediata dos “invasores” e diz que vai pensar numa posição quanto aos decretos de Serra. Aliás, as reinvindicações são questão menor. O importante é fazer barulho. Já os invasores da reitoria da UNICAMP –sempre falta aos fefelechinos (sic) originalidade–, te-mi/rri-velmente foram tratados sem negociação, com ameaças de punição severa.

Quanto às razões da invasão, diz a lenda que a reitoria negou diálogo, não compareceu a assembléias ou compareceu de forma prepotente e, por fim, simplesmente fechou todas as portas da Casa quando vieram com documento de reivindicação, o que levou à tomada da bastilha uspiana e à criação das mais cômicas comissões, porém organizadas: limpeza, alimentação, dormitório. O que se poderia esperar de um bando de estudantes? Nada menos do que uma sociedade ideal.

Abaixo o marxismo barato. Abaixo a barba preguiçosa! Se quer ser socialista, sue a camisa. Depois, chegue em casa, tire a vermelha do Che, de camelô, produzida na China, e a boina, faça a barba e vá tomar banho! Depois, reinvente o pensamento. A FFLCH, o coração das humanas, existe pra isso.

Excomunguem-me!

Por Dimas Gomez.

Manchete na Folha de São Paulo: “Papa apóia excomunhão dos políticos pró-aborto”. É pra rir gostoso. Sou de uma família católica. Minha avó, a pessoa mais reta que conheci, sempre me fez enxergar uma Igreja de fé e coração. Agora, vejo o revés da moeda.

O Papa não enxerga que sai perdendo. Aqueles que sempre mantiveram a Igreja fomos nós, homens dedicados, fervorosos, porém conscientes. Se ele não quer ou não é capaz de trazer a discussão para dentro da Igreja e argumentar como igual ao lado da Ciência e da Opinião Pública, se ela deseja expulsar os “hereges”, nós é que vamos expurgá-la da sociedade.

A discussão é válida. Se é verdade que ninguém pergunta ao concebido se quer nascer, ninguém pergunta à mãe se quer ser mãe. Ninguém, do mesmo modo, me perguntou se queria ser católico. E ser católico é uma vida. Deixar de ser demora outra. Discurso retrógrado, machista como sempre, através dos séculos, aceita qualquer maldade por parte dos homens, mas jamais uma atitude concernente à liberdade das mulheres. Excomunguem os assassinos! Excomunguem os homicidas! Excomunguem os papas genocidas do passado. Mas não me venham ensinar discernimento. O óbvio: é que o papa é homem.

Desse modo, finalmente encontrei um modo de arrancar o estigma de católico batizado e crismado, aluno fervoroso do Colégio São José, da Irmandade de Chamberry. Excomunguem-me! Porque não é a Igreja que vai estar me exilando para o Inferno, mas eu que vou exilá-la da minha vida.

Não sou favorável ao aborto, mas não posso aceitar que a Igreja ainda se considere acima de tudo e de todos, e que acredite piamente que vai conseguir aumentar sua influência através do medo. Funcionou na Idade Média: nunca mais. Se ela é incapaz de assumir uma posição flexível, não a queremos entre nós.

É ela que tem medo. Está há mais de um século enfraquecendo. Não quer aceitar seu lugar acessório, sua posição secundária no mundo e nas mentes. Se lhe damos um lugar ao lado da Ciência é por respeito aos grandes homens do passado – a alguns religiosos papas eu ofereço minha tristeza com o rumo atual das coisas –, porque ainda representa o cristianismo, ao qual ela raramente chegou aos pés com seus mantos suntuosos, suas matanças e suas excomunhões e, principalmente, porque o povo ainda precisa dela pra acreditar que a vida não é tão ruim assim – não, não sou socialista.

Não adianta excomungar-nos: pelo contrário, é o que queremos! Assim, quem sabe, mais pessoas capazes de raciocinar saberão que é hora de largar a Igreja aos vermes, para que se destrua, para que as rachaduras terminem por demolir o edifício.

Se ela acha que os pró-aborto são umidade nas paredes, estão enganados. Existem muitos católicos que querem acreditar numa Igreja nova, forte, cristã. Mas está podre. Fundada por Paulo – a Igreja insiste em mentir que foi Pedro –, só podia dar em merda.

Agradecimentos pelo tema "The Journalist" ao designer Lucian E. Marin produzido para o WordPress.