Archive for the ‘Direitos Animais’ Category
Porque é preciso saber.
GEDA-SP – Grupo de Estudos de Direitos Animais
Quando: um sábado por mês, das 15 às 18 horas.
Local: Rua Heitor Bariani, nº 291, próximo ao metrô Tatuapé.
Como chegar de metrô: Saia pelo Boulevard Tatuapé. Numa linha reta, entre e siga pela Rua Alm. Calheiros, atravesse a Celso Garcia e continue em frente (a rua mudará de nome para R. Heitor Bariani) até o número 291.
Contatos: Dimas Gomez (11 9117 3704) & Maurício Kanno (11 9564 4568)
Se possível, traga algum vegano quitute ou lanche.
Nossas reuniões são públicas. A sua presença é a razão do nosso trabalho. Com três horas de duração, as reuniões têm geralmente duas partes, separadas por um intervalo com quitutes trazidos por todos. Cada exposição pode ter: a) uma hora e meia de exposição; b) apenas uma hora. Neste caso, sobrará uma hora adicional para dúvidas e discussão no final. Essa delimitação será comunicada na abertura.
MAIO (16-05-2009)
Mediação: Hugo Chusyd.
Ambos os palestrantes dominam seus assuntos, estão mais do que aptos a nos oferecer uma experiência única nesses dois grandes gigantes com quem convivemos diariamente: a Mídia e o Capital.
A Mídia
com Silvana Andrade.
Jornalista de vasta experiência, Silvana Andrade convida os presentes a entender melhor a Mídia, como devemos nos relacionar com ela e sua importância num formato dinâmico, que é a proposta deste semestre.
Os sistemas político-econômicos
com Leonel Carvalho.
Leonel Carvalho dará um esboço das suas elaborações sobre como os sistemas político-econômicos se relacionam à realidade da exploração animal.
Veganismo como caminho espiritualista para a Não-violência
Palestra proferida na Loja Liberdade, filiada à Sociedade Teosófica no Brasil.
Todos os grandes mestres enfrentaram duras realidades. A espiritualidade se manifesta nas nossas ações no mundo e é nas escolhas que a sabedoria aparece. A exposição demonstrará como o consumo consciente, o veganismo e uma postura ecologicamente correta são pilares fundamentais desse caminho, através de uma nova ética para o século 21. Esboçará também os conceitos relativos aos Direitos Animais que devem sustentar nossa importante interação com as demais espécies e alguns resultados dessa prática simples.
Palestrante: Dimas Munhoz Gomez.
O gato que gostava de azeitonas
Por Dimas Gomez.

Doc Comparato sugere exercitar a criatividade escrevendo story lines do nada. Com o teclado nos dedos, lembrei de uma vez em que derramei conserva de azeitona no chão, e não pude evitar umas boas lambidas do bichano residente. Azeitonas! Tracei então algumas linhas: um gato que assaltava uma azeitona do pote de conservas, na geladeira, todas as noites. Até que um dia a dona da casa desse o flagra ou pelo pote vazio. Você provavelmente imaginou a cena sem dificuldade, mas gravar é que são elas. Além disso, não come propriamente a azeitona. Gosta é de lamber:
Um gato que gosta de azeitonas, na sua desesperada todavia cautelosa e furtiva tentativa de pescar uma azeitona no pote, o derruba no chão. Delicadamente desce da mesa e lambe o caldo derramado. Morde uma azeitona e vai saindo. Chega o menino e vê perplexo que a sujeira está feita: Seu gato idiota! A mãe entra, se vira e faz aquela cara. Coloca a mão na cintura e diz: Tsc, tsc, tsc, tsc, tsc…
Mas recebi duras críticas. Ninguém disse o quanto era clichê, ou brega, ou “comercial de margarina”. Apenas que era politicamente incorreto chamar o gato de idiota. Expliquei que é coisa do menino, que é o meu inconsciente, que é instintivo, etc, etc, etc. Em vão. Estou subliminarmente induzindo a opinião alheia a pensar que gatos são idiotas…
De qualquer modo, a cena, como é de se esperar, só ganhou com a discussão:
Um gato que gosta de azeitonas, na sua desesperada todavia cautelosa e furtiva tentativa de pescar uma azeitona no pote, o derruba no chão. Delicadamente desce da mesa e lambe o caldo derramado, morde uma azeitona e vai saindo. Chega o menino, vê perplexo que a sujeira está feita e diz: veja bem, eu sou vegano, não sou especista, então, e por isso mesmo, reclamo da sua conduta inadequada. Afinal, minha mãe vai logo mais reprovar a sujeira pensando que fui eu o culpado. Vou fazer cara de santo, mas ela não vai me dar o menor crédito. Então agradeceria imensamente se você pudesse esperar neste recinto até que a minha mamã peixetariana descubra o estrago e lhe dê vassouradas. Só me perdoe se eu não puder evitar a violência, porque aqui em casa quem manda são os onívoros. Me desculpe.
Mas o gato já estava longe quando o menino terminou. A peixetariana ralhou com o filho, inclusive agora por falar sozinho. Mas, felizmente, dessa maneira, safei-me juntamente com o gatuno – o esperto aqui – porque ninguém vai poder ralhar comigo (eu acho).
Reunião - GEDA - 06-09-2008
Viagem Animal
Por Dimas Gomez.
Transporte tranqüilo e sossegado. Você só será transportado se estiver em perfeitas condições. Não se preocupe, você receberá todo o carinho. Nós garantimos a presença de especialistas em cada estágio do seu transporte. As instalações da sua próxima acomodação serão perfeitas. A vista, a ventilação, a proteção contra os danosos raios solares… Água? Não faltará. Você se distrairá, não terá com o que se preocupar e no fim da estada…
No fim da estada nós o mataremos com o máximo humanitarismo, enquanto você dorme anestesiado.
[Sobre a matéria Entenda o abate humanitário, discutida no GEDA-SP – Grupo de Estudos de Direitos Animais de São Paulo.]
[quem tiver uma fonte melhor, é favor comentar]
Canta, amigo, canta!
Por Dimas Gomez.
Como anda o teu canto, amigo?
Como anda tua voz velada,
sempre calada,
de contralto, soprano,
animal não-humano.
Chega de silêncio, amigo,
garganta rouca, amígdala inflamada,
testada para narcóticos anônimos
assassinos mercadológicos,
farmacológicos atômicos,
um lanche nu; carne preta
de drogas necessárias.
Como anda o teu canto, meu amigo?
Sem noite, sem pele, sem leite, só.
Como anda a tua alma, meu irmão?
Que ninguém reconhece,
(a ninguém enternece)
Julgam-te máquina de secreções.
Pele, carne, osso e mel.
À tua cria, nenhuma clemência.
Entrevada, baby beefs,
Pérfidos acepipes;
Cleros papais hipócritas saboreiam foie gras.
Canta, amigo, canta!
Desrouca a garganta,
Ruidoso, chiado, uivo raivoso,
Que é dado o tempo,
Da tua voz ecoar.
A verdade vêm à tona,
E não haverá lona,
Pra encobrir teu cantar.

