Dimas Gomez’s

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Archive for the ‘Ativismos’ Category

Sobre a Importância da Versão

Por Dimas Gomez em 7 de março de 2010 às 16h51

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Porque é preciso saber.

maio / 5º evento 2009
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http://www.gedasp.org/downloads/maio.jpg

GEDA-SP – Grupo de Estudos de Direitos Animais

Quando: um sábado por mês, das 15 às 18 horas.

Local: Rua Heitor Bariani, nº 291, próximo ao metrô Tatuapé. 

Como chegar de metrô: Saia pelo Boulevard Tatuapé. Numa linha reta, entre e siga pela Rua Alm. Calheiros, atravesse a Celso Garcia e continue em frente (a rua mudará de nome para R. Heitor Bariani) até o número 291.

Contatos: Dimas Gomez (11 9117 3704) & Maurício Kanno (11 9564 4568)

Se possível, traga algum vegano quitute ou lanche.

Nossas reuniões são públicas. A sua presença é a razão do nosso trabalho. Com três horas de duração, as reuniões têm geralmente duas partes, separadas por um intervalo com quitutes trazidos por todos. Cada exposição pode ter: a) uma hora e meia de exposição; b) apenas uma hora. Neste caso, sobrará uma hora adicional para dúvidas e discussão no final. Essa delimitação será comunicada na abertura. 

MAIO (16-05-2009)

Mediação: Hugo Chusyd.

Ambos os palestrantes dominam seus assuntos, estão mais do que aptos a nos oferecer uma experiência única nesses dois grandes gigantes com quem convivemos diariamente: a Mídia e o Capital.

A Mídia

com Silvana Andrade.

Jornalista de vasta experiência, Silvana Andrade convida os presentes a entender melhor a Mídia, como devemos nos relacionar com ela e sua importância num formato dinâmico, que é a proposta deste semestre.

Os sistemas político-econômicos

com Leonel Carvalho.

Leonel Carvalho dará um esboço das suas elaborações sobre como os sistemas político-econômicos se relacionam à realidade da exploração animal.

 

Por Dimas Gomez em 11 de maio de 2009 às 01h25

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Carta de Princípios Vegana*

Mão

Foto e ilustração (abaixo): Dimas Gomez.

 

por Cláudio Godoy.

O veganismo é a aplicação prática do princípio de que nenhum indivíduo senciente, ou seja, capaz de ter sensações, deve ser tratado como objeto. Todos os seres humanos têm interesse na continuidade de sua vida, na sua integridade física, na sua liberdade e em não serem tratados como recursos alheios, e é justamente por esta razão que todos são titulares de direitos básicos em igual medida, independentemente de sua capacidade cognitiva, do seu domínio da linguagem simbólica e de sua compreensão do que seja um direito. Como todos os outros animais sencientes possuem exatamente estes mesmos interesses, não existe nenhum critério moralmente relevante para não estender a eles estes mesmos direitos básicos e para continuar a tratá-los como meros recursos à nossa disposição. Em se tratando de interesses básicos, não podemos discriminar um indivíduo com base em características biológicas irrelevantes para defendermos privilégios inaceitáveis. Este tipo de discriminação é chamado de especismo, e funciona exatamente nos mesmos moldes que o sexismo e o racismo.

Como a nossa sociedade é inteiramente especista, o uso de animais não-humanos como recursos é generalizado. Existem produtos de origem animal na composição do asfalto e de pneus e praticamente todas as substâncias que utilizamos foram testadas em animais. Isso não significa que não podemos fazer nada para romper com o atual paradigma de que os outros animais estão na Terra única e exclusivamente para satisfazer aos interesses humanos. Temos o dever de no mínimo deixar de consumir qualquer produto que poderia ser produzido sem a exploração ou a matança deliberada de qualquer animal com o intuito de usá-lo como recurso, como é o caso das carnes, dos ovos, dos laticínios, do mel, da seda, dos couros, das peles e das plumas. Também não devemos patrocinar rodeios, touradas, brigas de galo, zoológicos e circos, que exploram animais. E sempre devemos preferir empresas que deixaram de testar seus produtos em animais. À medida que um número cada vez maior de pessoas adotar o veganismo, diminuirá a quantidade de restos de abatedouros disponível para se fabricar mil e uma substâncias e as empresas rapidamente encontrarão substitutos éticos para estes insumos. E aumentará a pressão para que cesse todos os tipos de experimentação animal, antiéticos pelos mesmos motivos que os testes em seres humanos sem o devido consentimento.

Do ponto de vista da nossa saúde, não é só inteiramente possível como até mesmo desejável a adoção de uma dieta que não inclua nenhum produto de origem animal em todas as fases da vida, como atesta o parecer da Associação Dietética Americana de 2003. De acordo com este parecer, todos os profissionais de saúde têm o dever de estimular e orientar aqueles que desejam adotar este tipo de alimentação e não podem mais dissuadí-los.

Além disso, a pecuária é uma das formas mais ineficientes de se produzir alimentos, além de ser responsável por um impacto ambiental devastador. De acordo com o relatório de 2006 da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) convenientemente intitulado de “A Grande Sombra da Pecuária”, a pecuária é responsável por 18% da emissão de gases estufa, maior do que a causada pelos automóveis, e um terço da terra arável do planeta é destinado à produção de alimentos para a criação de animais, que poderiam ser consumidos diretamente por um número bem maior de pessoas.

O ser humano está constantemente evoluindo em termos morais e o respeito a todos aqueles que, embora não sejam membros da nossa espécie, são igualmente capazes de sofrer e de sentir prazer e que prezam pela sua própria vida e liberdade, nada mais é do que a extensão natural de nossos horizontes morais e a aplicação na prática de princípios que já adotamos. Houve épocas no passado em que era socialmente aceitável afirmar que as mulheres existiam para servir os homens e os negros existiam para servir os brancos. No futuro, estamos otimistas de que a afirmação de que os animais não-humanos só existem para servir aos seres humanos soará igualmente ultrajante.

Cláudio Godoy é tradutor, ativista e advogado. Vegano desde 2004, formado pela Faculdade do Largo São Francisco da Universidade de São Paulo (USP). Membro fundador do GEDA (Grupo de Estudos de Direitos Animais). Faz parte do VEDDAS (Vegetarianismo Ético, Direitos Animais e Sociedade) desde 2007. Está na vanguarda do pensamento abolicionista. Atua diretamente nas reuniões mensais do GEDA e no projeto Mesa Itinerante do VEDDAS. Na área ambiental, traduziu livros como “De Estocolmo a Joanesburgo: uma retrospectiva histórica da preocupação da Santa Sé com o meio ambiente” e “Desenvolvimento Sustentável: uma introdução ao debate ecológico”. [fonte]

Alguns links de Cláudio Godoy:

*N. do Blogueiro: esta carta foi inicialmente escrita a meu pedido para o projeto Seja Vegano, que atualmente mofa em penumbras sepulcrais. Então republico aqui para aproveitar melhor um texto tão querido do meu igualmente querido amigo Cláudio Godoy, membro do GEDA e do VEDDAS.

Veganismo como caminho espiritualista para a Não-violência

Palestra proferida na Loja Liberdade, filiada à Sociedade Teosófica no Brasil.

Todos os grandes mestres enfrentaram duras realidades. A espiritualidade se manifesta nas nossas ações no mundo e é nas escolhas que a sabedoria aparece. A exposição demonstrará como o consumo consciente, o veganismo e uma postura ecologicamente correta são pilares fundamentais desse caminho, através de uma nova ética para o século 21. Esboçará também os conceitos relativos aos Direitos Animais que devem sustentar nossa importante interação com as demais espécies e alguns resultados dessa prática simples.

Palestrante: Dimas Munhoz Gomez.

O gato que gostava de azeitonas

Por Dimas Gomez.

Mel fugiu da câmera.

Doc Comparato sugere exercitar a criatividade escrevendo story lines do nada. Com o teclado nos dedos, lembrei de uma vez em que derramei conserva de azeitona no chão, e não pude evitar umas boas lambidas do bichano residente. Azeitonas! Tracei então algumas linhas: um gato que assaltava uma azeitona do pote de conservas, na geladeira, todas as noites. Até que um dia a dona da casa desse o flagra ou pelo pote vazio. Você provavelmente imaginou a cena sem dificuldade, mas gravar é que são elas. Além disso, não come propriamente a azeitona. Gosta é de lamber:

Um gato que gosta de azeitonas, na sua desesperada todavia cautelosa e furtiva tentativa de pescar uma azeitona no pote, o derruba no chão. Delicadamente desce da mesa e lambe o caldo derramado. Morde uma azeitona e vai saindo. Chega o menino e vê perplexo que a sujeira está feita: Seu gato idiota! A mãe entra, se vira e faz aquela cara. Coloca a mão na cintura e diz: Tsc, tsc, tsc, tsc, tsc…

Mas recebi duras críticas. Ninguém disse o quanto era clichê, ou brega, ou “comercial de margarina”. Apenas que era politicamente incorreto chamar o gato de idiota. Expliquei que é coisa do menino, que é o meu inconsciente, que é instintivo, etc, etc, etc. Em vão. Estou subliminarmente induzindo a opinião alheia a pensar que gatos são idiotas…

De qualquer modo, a cena, como é de se esperar, só ganhou com a discussão:

Um gato que gosta de azeitonas, na sua desesperada todavia cautelosa e furtiva tentativa de pescar uma azeitona no pote, o derruba no chão. Delicadamente desce da mesa e lambe o caldo derramado, morde uma azeitona e vai saindo. Chega o menino, vê perplexo que a sujeira está feita e diz: veja bem, eu sou vegano, não sou especista, então, e por isso mesmo, reclamo da sua conduta inadequada. Afinal, minha mãe vai logo mais reprovar a sujeira pensando que fui eu o culpado. Vou fazer cara de santo, mas ela não vai me dar o menor crédito. Então agradeceria imensamente se você pudesse esperar neste recinto até que a minha mamã peixetariana descubra o estrago e lhe dê vassouradas. Só me perdoe se eu não puder evitar a violência, porque aqui em casa quem manda são os onívoros. Me desculpe.

Mas o gato já estava longe quando o menino terminou. A peixetariana ralhou com o filho, inclusive agora por falar sozinho. Mas, felizmente, dessa maneira, safei-me juntamente com o gatuno – o esperto aqui – porque ninguém vai poder ralhar comigo (eu acho).

Por Dimas Gomez em 21 de setembro de 2008 às 19h50

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Reunião - GEDA - 06-09-2008

Por Dimas Gomez em 8 de setembro de 2008 às 02h27

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Sobre o poema do amigo: mais um comentário que um post

Por Dimas Gomez.

Ainda assim um post porque escrevo aqui coisas importantes. E talvez nem deveria, que ficassem guardadas para um texto DE VERDADE. Mas vai pra perder medo da crônica, do blogging, da opinião. Aprendi a tremer diante dessa palavra… Opinião… minha? Está bem, chega. Aqui vai.

Fernanda, obrigado pelo comentário! Disse que havia nele algo mais…

É claro que há algo mais:
Natureza humana.
Ninguém fala de si
sem falar dos pais.

E de todo o resto. Cada sorriso, cada gesto deixa indeléveis marcas que exalam a cada mero movimento. É da natureza humana esquecer, mas não é da alma uma prática muito comum. Porque ela É essa memória. Uma memória obscura e confusa, um sonho semipesadelo, um flash rapsódico. E é com dificuldade que um ator, ou autor, deixa de lado algumas impressões, num esforço de dançarino performático, e favorece outras, aquelas que trarão coerência e sentido ao texto, à fala, ao gesto. Sim, o poema diz mais, muito mais. Muito mais de mim do que eu gostaria de contar. Mas vá lá! E como um amigo disse, não presta justamente porque não estou seguro dele.

Ouvi todo tipo de comentário, mas poucos. Dois elogiosos em especial de amigos vitais, Maurício Kanno e Cláudio Godoy – se há inimigos mortais, por que não? Mas esperava divulgação. Arauto. Parece, todavia, que pouca gente se interessou em mostrar a outrem, quanto mais propagar. Se bem que eu recebi alguns pedidos de adição no Orkut, o que parece um bom sinal.

Um abraço aos que lêem, todos provavelmente da minha mais suprema estima. E se ainda não somos amigos, acredito – eu, que um dia esqueci o valor de não conhecer fronteiras, como Hermes, que visitava os Infernos quando quisesse – que logo seremos. Ainda sobre o poema e o resto dos meus conturbados rumos, como dizia Caio Fernando Abreu, “depois de várias tempestades e naufrágios, o que sobra de mim é cada vez mais essencial e verdadeiro”.

[PS (Pronto-socorro?): Quem souber a citação exata da pérola, é favor indicar;-)]

Por Dimas Gomez em 1 de setembro de 2008 às 12h58

com 2 comentários

Canta, amigo, canta!

Por Dimas Gomez.

Como anda o teu canto, amigo?
Como anda tua voz velada,
sempre calada,
de contralto, soprano,
animal não-humano.

Chega de silêncio, amigo,
garganta rouca, amígdala inflamada,
testada para narcóticos anônimos
assassinos mercadológicos,
farmacológicos atômicos,
um lanche nu; carne preta
de drogas necessárias.

Como anda o teu canto, meu amigo?
Sem noite, sem pele, sem leite, só.
Como anda a tua alma, meu irmão?
Que ninguém reconhece,
(a ninguém enternece)
Julgam-te máquina de secreções.
Pele, carne, osso e mel.
À tua cria, nenhuma clemência.
Entrevada, baby beefs,
Pérfidos acepipes;
Cleros papais hipócritas saboreiam foie gras.

Canta, amigo, canta!
Desrouca a garganta,
Ruidoso, chiado, uivo raivoso,
Que é dado o tempo,
Da tua voz ecoar.
A verdade vêm à tona,
E não haverá lona,
Pra encobrir teu cantar.

Por Dimas Gomez em 27 de agosto de 2008 às 13h48

com 2 comentários

YogaFórum – Yoga e Cultura Sânscrita

Por Dimas Gomez.

Eu já deveria ter mencionado YogaFórum. Mea culpa. É referência em cultura indiana, Sânscrito e Yoga. Desenvolvido pelo Carlos Eduardo, o mesmo que vai fazer a Viagem à Índia Mística no fim do ano. É um especialista, um professor, um interessado e acima de tudo um amante desses temas. E o conteúdo é uma pérola. Recomendo o RSS.

Yogafórum - Yoga e Cultura Sânscrita

Campanha Seja Vegano!

 

Por Dimas Gomez.

Se você ama uns, por que come outros?

 

Trabalho na organização da Campanha, juntamente com o Vladimir e tantos outros amigos – desculpem-me se não nomeio todos para não esquecer de ninguém. Nosso trabalho é sério e dedicado. Estamos chegando lá. A meta inicial é divulgar a mensagem no metrô de São Paulo.

Agradecimentos pelo tema "The Journalist" ao designer Lucian E. Marin produzido para o WordPress.